Aqui estão algumas dica para você escrever o seu cordel. Leia com atenção e faça o melhor. A Literatura agradece.


AQUI VOCÊ VAI ENCONTRAR

 

 POESIA POPULAR - LITERATURA DE CORDEL

  
LITERATURA DE CORDEL
VISÃO HISTÓRICA E ASPECTOS PRINCIPAIS

1- O que é Literatura de Cordel? 
2- A Questão da Origem
3- Causas particulares do Cordel no Nordeste
4- A Temática do Cordel

OS VERSOS NA LITERATURA DE CORDEL 

Sextilha  -  Septilha - Décima - Martelo  - Parcela - Quadrão

AS FORMAS DO POEMAR
 
Estrofe  - Ritmo  - Elisão  - Metrificação – Escanção  

1-
   
Contagem das sílabas métricas: 
2- Classificação do verso quanto ao número de sílabas   
Rima  

 

BANCO DE RIMAS



 

LITERATURA DE CORDEL

VISÃO HISTÓRICA E ASPECTOS PRINCIPAIS

 

1.     O que é Literatura de Cordel?

 

     A mais simples definição sobre cordel é esta: poesia narrativa, popular, impressa. Qualquer outra manifestação semelhante ao cordel, cujo conteúdo se diferencie desse trinômio, não é poesia de cordel autêntica.

     Mas o que dizer de folhetos semelhantes, escritos por intelectuais, professores universitários, poetas eruditos?

     Faltando-lhes a característica popular, como julgar esse tipo de cordel?

     O mestre Luís da Câmara Cascudo, grande estudioso do folclore nordestino (já falecido), respondeu a esse problema de maneira bem humorada, mas mesmo assim com um toque de realidade e sabedoria. "Perguntei a um homem do povo, que conheci em uma fazenda, de quem ele era filho, ao que o homem respondeu”:

-          Eu sou filho particular do sr. Fulano de Tal.

Queria dizer, naturalmente, filho natural.

     Pois bem, essa literatura de que você fala é filha particular da literatura de cordel. Tem a autenticidade inspirativa, mas não tem a legitimidade expressional. Não é do homem do povo, do poeta popular. Apesar disso, tem um lado simpático: é de se louvar esse exercício que defende a contemporaneidade (atualidade) da Literatura de Cordel, o que não ocorre nem em Portugal e nem na Espanha, onde estão as suas raízes."

     O ponto crítico do problema, ser ou não ser poesia de Cordel autêntica, reside mesmo no conteúdo dos folhetos. Porque ninguém é poeta popular porque diz que é ou pretende ser. O poeta popular é uma expressão da região, do seu povo, com  sua linguagem própria e sabedoria secular. O cordel é o seu veículo de comunicação tradicional no Nordeste brasileiro.

     O poeta popular nordestino é conservador, por excelência. Há que examinar cuidadosamente cada conteúdo dos folhetos, através da linguagem e das idéias que ali transparecem com espontaneidade.

     Em  geral, o poeta popular nordestino  católico ortodoxo, ou seja, age conforme a doutrina definida pela Igreja e, quase sempre, é a favor do governo, como também gosta de repudiar ou ironizar as inovações da tecnologia moderna.

     Veja este exemplo de ideologia conservadora sobre as inovações da tecnologia. É uma sextilha (estrofe composta de seis versos) de Zé Limeira, a propósito da primeira vez que viu e ouviu um gravador portátil. Ele zombou do instrumento estranho ao seu mundo nativo, quando disse:

"... Heleno, que bicho é esse

que tem voz de home macho?

Parece um tatu quadrado

com uma correia por baixo.

E ninguém sabe se a boca

está por riba ou por baixo?..."

 

     Mas há exceções. Patativa do Assaré, no Ceará, é uma dessas vozes independentes e contestatórias, como o são, em sua maioria, os poetas populares nordestinos que emigraram para outras regiões, como os que estão no Rio de Janeiro e São Paulo. Eles assim se manifestam, a princípio, quase como uma estratégia de sobrevivência.

     Não encontraria público, o poeta que defendesse problemas contrários àqueles que estão ferindo os seus semelhantes como: má distribuição de renda, o rosário de infelicidades que se manifestam na carestia de vida, na luta pela própria sobrevivência.

 

2. A Questão da Origem

 

     No Brasil, a literatura de cordel nos chegou através dos colonizadores portugueses, a partir do século XVII ( 1601...) com as "folhas volantes" ou "folhas soltas", assim chamadas em Portugal. Só muito mais tarde, com o aparecimento de peque­nas tipografias (fins do século passado, 1890 a 1900), a literatura de cordel surgiu e se fixou no Nordeste como uma das peculiaridades da cultura regional.

     Na Espanha, o mesmo tipo de literatura popular era chamado de "papéis soltos" e essa denominação passou à América Latina (Argentina, México, Nicarágua, Peru). Essa literatura: popular era composta de narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, ou seja, fatos do dia-a-dia - exatamente como a Literatura de Cordel brasileira.

     Embora tenhamos recebido a nossa literatura de cordel via Portugal, as fontes mais remotas dessa manifestação popular estão bem mais recuadas no tempo e no espaço. Elas estão na Alemanha, nos séculos XV e XVI, como estiveram na Holanda, Espanha, França e Inglaterra do século XVII em diante.

     É interessante observar que na Alemanha, os folhetos eram editados em tipografias avulsas e se destinavam ao grande público, sendo vendidos em mercados, feiras, tabernas, diante de igrejas e universidades. Suas capas (exatamente como ainda hoje no Nordeste brasileiro), traziam xilogravuras, fixando aspectos do tema tratado.

 

 

3. Causas particulares do Cordel no Nordeste

 

     No Nordeste, por condições sociais e culturais peculiares, foi possível o surgimento da literatura de cordel, de maneira que se tornou característica da própria fisionomia cultural da região. Fatores de formação social contribuíram para isso, tais como a organização da sociedade patriarcal, o surgimento de manifestações messiânicas (Antônio Conselheiro), as disputas políticas, o aparecimento de bandos de cangaceiros ou bandidos (Lampião); as secas periódicas provocando desequilíbrios econômicos e sociais, as lutas de família... tudo isso fez com que surgissem os grupos de cantadores como instrumento do pensamento coletivo das manifestações da memória popular.

  

4. A Temática do Cordel

 

     Tudo ou quase tudo serve de motivo aos poetas populares na produção de seus folhetos. Desde romances tradicionais - Carlos Magno e os Doze Pares de França, A Princesa Magalona, etc., que nos vieram da Idade Média, através de romanceiros ibéricos (Portugal e Espanha) e que foram aqui readaptados à ecologia (meio ambiente) e sentimentos nordestinos, até assuntos históricos brasileiros, fatos ligados à religiosidade, ao misticismo, à vida campestre, à política, desastres, crimes, acontecimentos mais recentes da atualidade mundial. Esses últimos são os chamados folhetos de época, de acontecidos. Também são temas para cordel as pelejas ou desafios que são debates entre repentistas sobre assuntos imaginários ou alusivos a fatos reais e à vida de violeiros.

     Essa variedade temática do cordel é estudada com o nome de ciclos. Temos, então, um ciclo heróico, incluindo obras épicas e trágicas (como o banditismo no Nordeste); ciclo histórico, em que se destaca a figura do Padre Cícero; ciclo maravilhoso, em que aparecem os seres sobrenaturais e acontecimentos mágicos; ciclo religioso e de moralidade, ciclo do amor e de fidelidade, ciclo cômico, satírico e picaresco e ciclo circunstancial. Este último abrange os folhetos de ocasião, de momento, sobre política e fatos recentes.

 

Pela dor  que dói a fome

Pela  carência de pão

Pelo  verme que  consome

Chamado corrupção

É que trago seu doutor

A  marca de grande dor

Cravada no coração.

(Lucarocas – Carrossel Mata Criança)

 

 

De olho  na Amazônia

Muitos andaram aqui

Sem medo ou  sem cerimônia

Buscando aqui e ali

Até que um presidente

Sem consultar sua gente

Vendeu tudo pro Jarí.

(Lucarocas - Amazônia  Não  senhor)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

OS VERSOS NA LITERATURA DE CORDEL

 

     Apesar de se ter notícia da existência de folhetos populares em prosa, a for­ma predominante neste tipo de literatura, no Brasil, são os folhetos em versos rimados. O fato de ser escrito em forma de verso, com estrofes, métrica e rimas constantes, além de mais estético, torna o texto mais agradável de se ler, ouvir e cantar. É importante observar aqui que, apesar de ser literatura escrita, os folhetos não são senão a forma gráfica de uma poesia essencialmente oral. As estrofes mais usadas nos folhetos populares (sextilha, septilha, décima) são apenas três dentre os muitos "gêneros" da cantoria popular de viola. A sextilha, estrofe de seis versos, é a forma popular dos desafios e dos romances publicados em todo o Brasil, comentando assuntos novos ou velhos, líricos, guerreiros, políticos, gerais ou locais. A sextilha possui a seguinte disposição de rimas: ABCBDB.

 

 

                 Sextilha

 

Saudade é um parafuso      - A

Que, na rosca, quando cai  - B

Só entra se for torcendo     - C

Porque batendo não vai     - B

E se enferrujar por dentro  - D

Pode quebrar que não sai.  - B

 

                        (Antônio Pereira)

 

 

A septilha é oriunda da sextilha com o acréscimo de um verso rimando com o quinto: ABABCCB.

 

Septilha

 

Se poeta é ser artista     - A

Das letras e emoções     - B          

Da alma apurar a vista    - A           

Pra visitar corações        - B         

E depois com sentimento- C

Eternizar o momento        - C              

Nas mais sonoras canções. - B

 

   (Lucarocas – O poeta e a poesia)

 

     As décimas são constituídas de dez versos de sete silabas rimando obriga­toriamente da seguinte maneira: ABBAACCDDC. Nos folhetos de peleja encontra-se com mais freqüência a presença de outros gêneros como o Martelo, a Parcela, o Quadrão, etc.

 

                 Décima

 

“Nunca fui mal procedido,     -A

Nunca fiz mal a ninguém;      -B

Se acaso fiz algum bem       -B

Não estou disso arrependido.-A

Se mal pago tenho sido,        -A

São defeitos pessoais,          -C

Todos seremos iguais           -C

No reino da Eternidade:         -D

Na balança da Verdade         -D

Deus sabe quem pesa mais.  -C

 

(Autor não identificado – Texto extraído do prefácio do Livro

Cantador de Setúbal de Guerra Junqueiro –

Editado no livro Zé Limeira o Poeta do Absurdo de Orlando Tejo)

 

Martelo

 

      Martelo são versos de dez sílabas com 6, 7, 8, 9 e 10 linhas. É o gênero poético musical nordestino, usado nas estrofes dos solistas, nos desafios. O professor de literatura na Universidade de Bolonha, Itália, Pedro Jaime Martelo inventou os versos martelianos ou martelos, de doze sílabas. Esse tipo de martelo nunca se adaptou na literatura tradicional brasileira, mas o nome ficou.

     Veja um exemplo de martelo, legítima obra-prima para o cantador nordestino. Cantar o martelo, improvisá-lo ou declamá-lo, respondendo ao adversário no embate (encontro) do desafio, é o título mais ambicionado pelos cantadores.

 

"Sou Antônio Tomé do Trairi ,

Quando pego um cantor metido a duro,

Deixo o corpo do pobre num monturo

E ele grita que só mesmo um bem-te-vi;

A macaca vai batendo de per si

E o pobre berrando no salão,

E eu com ele no gume do facão,

E o sangue lhe escorrendo pelos pés,

Cada dia de surras leva dez...

Nunca mais ele tem malcriação!"

 

(Luis da Câmara Cascudo, in Vaqueiros e Cantadores)

 

Parcela

 

Parcela forma poética entre os cantadores do Nordeste do Brasil, muito empregada nos grandes desafios ou pelejas que se tornaram famosos. A parcela pode ter 8 a 10 versos, tendo os nomes: parcela de oito (oito versos) e parcela de dez (dez versos). A mais típica e preferida é a parcela de dez. A disposição das rimas é sempre ABBAACCDDC.

 

Eu na parcela                                             

Cantor que eu pego     

compreendo tudo,                                          

deixo demente,             

burro orelhudo,                                               

um mês doente,            

língua de tramela,                                          

aleijado e cego.               

olho de rernela,                                             

Eu arrenego                  

cara de choro,                                                  

fazendo pouco,              

boca de agouro,                                                

deix'ele louco,                

réu de maldade,                                               

perde o assunto,          

n roupa de frade,                                             

fica defunto,                  

cupim de touro!                                                

com o peito oco!           

Quadrão

 

Quadrão são versos dialogados, tipos que os cantadores profissionais do Nordeste apresentam nas provas públicas, nas exibições de cantoria, mas não participam realmente na batalha do desafio. Quadrão é o aumentativo de quadra e caracteriza-o o canto alternado, verso a verso.

 

João - Meu amigo e camarada,

José - Vamos cantar um pouquinho

João – Pra melhorar o caminho

José - De nossa grande jornada.

João - Não gosto de palhaçada,

José - Porque causa confusão,

João - Vamos entrar na questão,

José - Pra melhorar o pagode,

João - Nesta luta vai quem pode

José - Cantando dez em quadrão!

 

(Material adaptado para uso exclusivo como instrumento didático -  Lopes, José de Ribamar, org. Literatura de Cordel – Antologia . BNB Fortaleza, 1982)

 

AS FORMAS DO POEMAR

 

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem diga nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.

Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."

 

                                                                        Shakespeare

Estrofe

 

Parte de um poema consistindo de uma série de linhas ou versos dispostos em uma certa configuração regular, definidos por metrificação e rima que se repetem periodicamente. Uma estrofe tem geralmente um "pattern" regular de número de linhas, metrificação e rima, constituindo-se em uma seção da poesia. No entanto, uma estrofe irregular não é incomum.

Na corrente modernista encontramos estrofes livres, onde a preocupação maior é com o conteúdo dando-se menor importância à metrificação, à rima ou a qualquer outra configuração regular.

As estrofes podem ser classificadas como: 

1-    monóstico

2-    dístico

3-    terceto

4-    quarteto (ou quadra)

5-    quintilha

6-    sextilha

7-    sétima

8-    oitava

9-    nona

10- décima 
 

Todas as estrofes que tenham mais de dez versos recebem a denominação de irregulares.  

 

Ritmo  

 

Considerado por muitos como sendo a mística da palavra, o ritmo é uma alternação uniforme de sílabas tônicas e não tônicas em cada verso de uma composição poética.

O ritmo de um poema ainda tem muito a ver com a metrificação e a correspondência sonora provocada pela rima. Todo esse conjunto de elementos determina o ritmo da obra.

No verso livre a sonoridade rítmica obedece a um padrão próprio, não sendo governado por regras externas derivadas da alternação uniforme de sílabas tônicas ou de metrificação e rima, a essa modalidade dá-se o nome de Arritmia.

   

Elisão

 

A elisão é a supressão (na escrita ou na pronúncia) na vogal final de uma palavra e antes da vogal inicial da palavra seguinte. É usado para adequar o número de sílabas poéticas dentro de um verso.

        Ex.:  Copo-d’água (Copo de água); Pau-d’alho (Pau de alho);     

              Quero  amar  (que-roa-mar); Desejo amigo (de-se-joa-mi-go)

 

Metrificação – Escanção  

 

Metrificação é a técnica para se medir um verso. Em Português, ela se apoia na tonicidade das palavras - é a escanção; contagem dos sons dos versos. É importante observar que as sílabas métricas diferem das sílabas gramaticais, observando-se as seguintes regras. 

1- Contagem das sílabas métricas:  

 

a) só contaremos até a última sílaba tônica de um verso.

 1     2     3

Tal/  a / chu/ va 

   1      2   3

Trans/ pa/ re/ ce

  1      2     3

Quan/ do/ des/ ce 

(va/ce/ce - são as sílabas átonas e não entram na contagem poética).

 

b) Quando em um verso uma palavra terminar por vogal átona e a palavra seguinte começar por vogal ou H (que não tem som, portanto não é fonema, mas uma simples letra), dar-se-á uma elisão.

A/ mo/- te, ó/ cruz/ no/ vér/ti/ce/ fir/ma/da

De es/ plên/di/das/ i/gre/jas.

 

c) Sinérese: é a fusão de dois sons num só dentro da mesma palavra.

Lan/ça a/ poe/si/a 

 

d) Diérese: o contrário da sinérese. Separa em sílabas distintas dois sons vocálicos dentro de uma mesma palavra.

  1     2  3     4       5     6    7     8    9   10

Deus/fa/la/, quan/do a/ tur/ba es/tá/ qui/  e  /ta

 

e) Hiato: é o contrário da elisão. Separa-se de dois sons interverbais (a sinérese e a diérese são intraverbais; a elisão e o hiato são interverbais). Conferir elisão e hiato no exemplo a seguir:

E/ va/ ga     -    Ao/ lu/ ar     -   Se a/pa/ga     -   No / ar.

 

 

  2- Classificação do verso quanto ao número de sílabas:  

 

a) Isométricos: são os versos de uma só medida. São classificados como:

·          monossílabos

·          dissílabos

·          trissílabos

·          tetrassílabos

·          pentassílabos (ou redondilha menor)

·          hexassílabos (heróico quebrado)

·          heptassílabos (redondilha maior)

·          octossílabos 

·          eneassílabos

·          decassílabos (medida nova)

·          hendecassílabos

·          dodecassílabos (ou alexandrinos)

 

b) Heterométricos: são os versos de diferentes medidas, usados em um mesmo poema.

 

c) Versos livres: são aqueles que não obedecem a nenhum esquema.  

 

Rima  

       A rima é a volta regular de um mesmo som no fim de versos diferentes, tendo por objeto, além de transmitir ao ouvido uma impressão agradável, assinalar com energia a terminação do ritmo do verso.
 
A rima é um dos elementos do verso, mas não é essencial ou obrigatório. É apenas uma opção do autor para criar um vínculo de “melodia” e acentuar o final de um verso. Este recurso passou a ser usado   na   Idade   Média   pelos   trovadores.   Atualmente,   existem composições poéticas onde as rimas não são usadas, que recebem o nome de Poesia Branca ou Poesia Solta.

As rimas são classificadas quanto à disposição nas estrofes, e de acordo com as classes gramaticais que a compõem. Veja alguns exemplos.

 

1 - Quanto à posição: 

Emparelhada (ligando versos seguidos):    A-A-B-B

 

A- Não quero sentir tristeza

A- Quando posso ter beleza

B- Dentro do meu coração

B- Fazendo vida e canção.

                                            Lucarocas

Cruzada (versos rimados se alternam): A-B-C-B; A-B-A-B

 

A- O brilho do anoitecer

B- Fez recordar minha amada

C- Quando  estava em solidão

B- No frio da Madrugada.

                                             Lucarocas

 

A- Sorrindo lhe encontrei

B- A risos e gargalhada

A- Confesso, triste fiquei

B- Só ria de uma piada.

                                            Lucarocas

 

Abraçada (ligando dois versos iguais e dois diferentes)

A-B-B-A; A-A-A-B; C-C-C-B

 

Interpolada (liga o primeiro e último verso, quando existem três ou mais entre as ligações).  

A-B-B-B-A; A-B-C-D-A

 

Seguida (liga dois ou mais versos sucessivos).  

A-B-B; B-B-A

   

2 - Quanto ao valor:

Pobre – Formada por palavras da mesma classe gramatical.

 

  Existe               (verbo)

  Teimoso           (adjetivo)

  Aviste               (verbo)

  Amoroso           (adjetivo)

 

Rica – Formada por palavras de classes gramaticais diferentes.

 

  Espero             (verbo)

  Vida            (substantivo)

  Sincero          (adjetivo)

  Querida          (adjetivo)

 

Rara -  Formada por palavras de pouca rima, difíceis de se encontrar.

  Cisne                  (adjetivo)

  Bosque             (substantivo)

  Tisne          (verbo ou substantivo)

  Quiosque           (substantivo)

 

Preciosa – Formada por artifícios gramaticais, ou junção de palavras.

  Amá-la      

  Tranqüilo

  De gala

  Por certo fi-lo

 

Imperfeitas – Formada por palavras homógrafas (escrita igual ou semelhante, e significado diferente) e homofônicas (pronúncia igual ou semelhante). 

  Estrela         (Homógrafa)

  Vejo            (Homofônica)

  Vê-la           (Homógrafa)

  Beijo            (Homofônica)

 

BANCO DE RIMAS

 

-AR

-ÊR

- IR

- OR

- URA

Amar

Abster

Assumir

Amor

Alvura

Amarelar

Agradecer

Assumir

Batalhador

Amargura

Apanhar

Amanhecer

Concluir

Caminhador

Belezura

Batizar

Anoitecer

Construir

Cantor

Brandura

Beijar

Conhecer

Contribuir

Dor

Cintura

Caminhar

Entristecer

Definir

Falador

Criatura

Cantar

Envelhecer

Descobrir

Justapor

Doçura

Casar

Escrever

Dividir

Labor

Dura

Copiar

Falecer

Intervir

Lutador

Estrutura

Embelezar

Fazer

Partir

Sofredor

Leitura

Falar

Perder

Permitir

Sonhador

Literatura

Namorar

Reaver

Sair

Trabalhador

Pintura

Poetar

Vencer

Sentir

Vencedor

Pura

Sonhar

Vender

Sorrir

Verdor

Segura

Verdejar

Ver

Vir

Verdor

Ternura

 

 

 

06_-_A_Mala

Lucarocas o Poeta
(85) 8897-4497(oi) 9985-7789 (tim)

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